A indicação da prescrição da clozapina na esquizofrenia e o risco de agranulocitose: uma revisão literária.

  • João Luiz Russo Falcão Faculdade de Americana
  • Tanite Suelen Lima da Silva Faculdade de Americana
  • Virgínia Menossi de Camões Faculdade de Americana

Resumo

A esquizofrenia é um transtorno mental que afeta cerca de 1% da população mundial, sendo caracterizada por ter duração mínima de seis meses onde estão presentes, por pelo menos um mês, os sintomas denominados positivos: delírios, alucinações, discurso desorganizado e a presença de sintomas negativos. Aproximadamente 30% dos pacientes não respondem adequadamente ao tratamento, sendo um grupo considerado com esquizofrenia refratária ou esquizofrenia tratamento-resistente. O transtorno não pode ser definido por apenas um fator, seja ele ambiental, genético ou fisiológico; porém é conhecido que todos estes fatores contribuem para o surgimento do transtorno. A causa fisiológica – e alvo de tratamento farmacológico – consiste principalmente na teoria da dopamina, onde se entende que os sintomas positivos derivam da hiperatividade da via mesolímbica dopaminérgica e os sintomas negativos, da hipoatividade da via mesocortical. O tratamento farmacológico da esquizofrenia consiste no uso de medicamentos denominados “antipsicóticos”, sendo divididos em típicos e atípicos. A clozapina é um antipsicótico atípico, pois possui duplo mecanismo de ação: antagonismo de dopamina e serotonina, o que reduz os efeitos colaterais quando comparados aos antipsicóticos típicos. Por estar associada a um baixo, porém letal risco de agranulocitose, a prescrição da clozapina é reservada aos pacientes que se mostram resistentes ao tratamento com outros antipsicóticos.

Publicado
2019-07-27