O uso da luz infravermelha e da massagem perineal em universitárias com dispareunia

  • Bianca Lemos Faculdade de Americana
  • Camila Moreira Mengues Faculdade de Americana

Resumo

As disfunções sexuais estão presentes na maioria das mulheres da atualidade, e afeta a qualidade de vida física, psicológica e muitas vezes afetiva. De condição heterogênea e multifatorial, é comum constatar alterações presentes nas paredes da vagina, decorrentes da inconformidade do assoalho pélvico (AP). Diversas são as disfunções, entre elas, a dispareunia, que pode ser definida como uma dor genitopélvica recorrente nas mulheres, antes, durante, ou após o ato sexual. Por falta de diagnóstico adequado, algumas mulheres têm possibilidade de apresentar tal disfunção durante toda a vida sexual e não ter o conhecimento que a dor é anormal. A fisioterapia tem evoluído na área de saúde da mulher, encontrando métodos, formas de avaliação, e diversos meios de tratamentos para reabilitar os desequilíbrios pélvicos, contribuindo com excelentes alternativas para minimizar os problemas causados na vida sexual de mulheres portadoras de dispareunia. Assim, o presente estudo tem como objetivo verificar a atuação da fisioterapia na dispareunia de jovens universitárias. O estudo foi realizado com voluntárias discentes dos cursos de fisioterapia da Faculdade de Americana (FAM) que foram identificadas inicialmente por meio dos critérios de elegibilidade, sendo estes, mulheres que aceitaram participar da pesquisa, sexualmente ativas e com queixas de dor no intercurso sexual há pelo menos seis meses, com faixa etária entre 18 a 40 anos, não menopausadas e que não apresentem diagnóstico de prolapsos pélvicos grau II, III e IV, doença genital benigna, maligna ou infecciosa. Foram submetidas à anamnese, avaliação da função sexual e avaliação física vulvo-vaginal e do AP; em seguida, foi aplicada a intervenção fisioterapêutica por 4 semanas, utilizando luz infravermelha e massagem perineal. Os resultados apresentaram melhora dos índices de dor e desconforto durante e após a relação sexual, de acordo com o questionário aplicado Female Sexual Function Index (FSFI) e durante as intervenções por meio da Escala Visual Analógica (EVA). Na avaliação física, demonstrou melhora de força e repetições de contrações sustentadas e rápidas do AP.

Publicado
2019-07-27